Novo Testamento

Quem caminha com Cristo, deve fazer a leitura do N.T. conforme a sequência que se segue, sem leitura orientada, a fim de que cada um, de si mesmo, verifique o significado do Evangelho sem as leituras pré-condicionantes aprendidas na religião. É preciso aprender a olhar as Escrituras a partir do Evangelho.

O Evangelho é a Boa Nova


O Evangelho é a Boa Nova. O Evangelho é a certeza de que Deus se reconciliou com o mundo, em Cristo; e que agora os homens podem se desamedrontar, pois foi destruído aquele que tem o poder da morte — a saber: o diabo —; bem como foram libertos aqueles que estavam sujeitos à escravidão do medo da morte por toda a vida. Quem crer está livre, e pronto para começar a andar na paz”.

Postagens Aleatórias

Blog em Defesa do Evangelho e interdenominacional. Sempre houve defensores do Evangelho desde a igreja primitiva, há uma luta contra os falsos mestres, que deturpam a bíblia manipulando mentalmente e emocional aqueles que os seguem. Quem ama Jesus Cristo defende Seu Evangelho descordando dos cultos de entretenimento e a comercialização de fé.

"Fora do Caminho da Graça em Cristo, não há caminho a ser feito!"

1ª Pedro

Autoria
Desde os primórdios da Igreja, a autoria de 1ª Pedro é atribuída ao apóstolo Pedro, como bem indica o próprio prefácio da epístola (1.1). Os pais da igreja foram unânimes ao reconhecerem a canonicidade do texto sagrado e a autoria de Pedro. Por volta do ano 95 d.C., Primeiro Clemente revela ter bom conhecimento do conteúdo desta epístola. Mais tarde, Irineu (140-203 d.C.), Tertuliano (150-222 d.C.), Clemente de Alexandria (155-215 d.C.) e Orígenes (185-253 d.C.) confirmaram a aceitação universal dessa obra de Pedro, assim como Policarpo, que fora discípulo do apóstolo João, já havia feito uso de 1ª Pedro para produzir sua carta orientadora aos cristãos de Filipos, por volta do ano 140 d.C. O grande Eusébio demonstra que o texto de 1ª Pedro havia conquistado, por volta do século IV, completa aquiescência e respeito canônico da Igreja em muitas partes do mundo civilizado da época. A partir da Reforma, recrudesceram alguns questionamentos quanto à autoria de 1ª Pedro. Alguns críticos alegaram que a qualidade literária e gramatical do grego idiomático empregado nesta carta excede em muito as capacidades naturais do apóstolo Pedro, um simples pescador, com baixo nível de instrução formal, originário da Galileia. Contudo, temos que considerar que, na época de Pedro, a mesma da formação da Igreja, passou a ser comum – no mundo mediterrâneo e palestino – se falar três idiomas, notadamente o aramaico, o hebraico e o grego. O fato de não ser escriba de formação, certamente não o impediu de ter se esmerado na língua grega, a fim de intensificar seu profícuo ministério. Além disso, Pedro nos informa claramente que contou com a ajuda de Silvano (forma latinizada do nome aramaico Silas ou Saul).No original grego, Pedro usa uma expressão que claramente comunica que Silvano não somente foio portador da carta, mas que o “ajudou” (literalmente: “por meio de”) a redigi-la (5.12). Assim como Paulo e Pedro, era comum os mestres contarem com a competente colaboração de um amanuense, especialista em gramática e caligrafia em grego (língua oficial para relações internacionais), para uma boa redação dos seus livros, cartas e missivas, todos reconhecidos como documentos de máxima importância na época (At 15.22-29).
Propósitos
O apóstolo Pedro define bem o tema central de sua breve carta aos cristãos judeus e gentílicos dispersos (espalhados) por grande parte da Ásia Menor: “a verdadeira graça do Senhor sob a qual os crentes devem viver firmes” (5.12).Algumas dessas pessoas estiveram com Pedro, em Jerusalém,no dia do Pentecoste (At 2.9-11). Paulo também já havia pregado e discipulado em algumas dessas províncias (At 16.6; 18.23; 19.10,26). Pedro, então, usa a situação de dispersão e temporalidade social e política desses irmãos para falar da peregrinação cristã sobre a terra e alertar seus “filhos na fé” para o fato de que os crentes em Cristo são verdadeiros cidadãos do céu e, assim,devem se comportar enquanto durar sua jornada neste mundo (1ªCr 29.15; Sl 39.12; Hb 13.14).Mesmo considerando a brevidade desta santa missiva, somos contemplados com uma série de princípios doutrinários e sábios conselhos práticos sobre a vida diária do cristão que permeiam quase toda a carta (1.13 – 5.11).
Data da primeira publicação
É o próprio Pedro quem nos revela que estava na Babilônia quando produziu sua primeira carta(5.13). Segundo os mais renomados biblistas, historiadores e arqueólogos, o apóstolo Pedro, assim como João no Apocalipse e vários outros autores da época (Ap 17.9,10), usou um nome enigmático, conhecido entre seus leitores, para identificar a cidade de Roma, centro político e militar do mundo naquele momento histórico. A perseguição ideológica era absolutamente arbitrária, autoritária, inescrupulosa e violenta. Ao menor sinal de crítica ou rebelião contra a figura divinizada do imperador romano, ou em relação ao sistema vigente, os acusados eram sumariamente presos, torturados e,muitas vezes, crucificados com requintes de crueldade.A tradição e a documentação histórica disponível, hoje, vincula o apóstolo Pedro, especialmente na parte final de sua vida, à antiga e grande cidade de Roma, onde o apóstolo escreveu sua epístola por volta do ano 65 d.C., levando em consideração as obras conhecidas de Paulo naquele momento,especialmente a carta aos Romanos, bem como a epístola anônima aos Hebreus.
Esboço geral de 1ª Pedro
1. Saudação apostólica de Pedro aos peregrinos em Cristo (1.1-2)
2. A Graça da segurança que o crente tem no Senhor (1.3-12)
A. Doxologia Trinitária (1.3-9)B. A Lei, os Profetas e o Evangelho (1.10-12)3. A Graça de viver sabiamente em Cristo (1.13 – 2.10)
A. Uma vida santificada (1.13-16)
B. Uma vida de profundo respeito a Deus (1.17-21)
C. Uma vida que expresse o amor divino (1.22-25)
D. Uma vida que amadurece espiritualmente (2.1-10)
4. A Graça de aprender a viver em submissão (2.11 – 3.12)
A. A Deus na pessoa de seu Filho Jesus Cristo (2.11-12)
B. Aos governos das nações (2.13-17)
C. Aos senhores e patrões (2.18-25)
D. Às esposas, aos maridos e ambos ao Senhor (3.1-12)
5. A Graça de passar por sofrimentos firmes na fé (3.13 – 4.19)
A. Coisas ruins também acontecem aos bons (3.13 – 4.6)
B. Como agir diante das crises e sofrimentos (4.7-19)
6. A Graça de servir a Deus, aos irmãos e ao mundo (5.1-11)
7. Reforço do tema e saudações finais (5.12-14)