Novo Testamento

Quem caminha com Cristo, deve fazer a leitura do N.T. conforme a sequência que se segue, sem leitura orientada, a fim de que cada um, de si mesmo, verifique o significado do Evangelho sem as leituras pré-condicionantes aprendidas na religião. É preciso aprender a olhar as Escrituras a partir do Evangelho.

O Evangelho é a Boa Nova


O Evangelho é a Boa Nova. O Evangelho é a certeza de que Deus se reconciliou com o mundo, em Cristo; e que agora os homens podem se desamedrontar, pois foi destruído aquele que tem o poder da morte — a saber: o diabo —; bem como foram libertos aqueles que estavam sujeitos à escravidão do medo da morte por toda a vida. Quem crer está livre, e pronto para começar a andar na paz”.

Postagens Aleatórias

Blog em Defesa do Evangelho e interdenominacional. Sempre houve defensores do Evangelho desde a igreja primitiva, há uma luta contra os falsos mestres, que deturpam a bíblia manipulando mentalmente e emocional aqueles que os seguem. Quem ama Jesus Cristo defende Seu Evangelho descordando dos cultos de entretenimento e a comercialização de fé.

"Fora do Caminho da Graça em Cristo, não há caminho a ser feito!"

1ª João

Propósitos

O conteúdo desta carta demonstra o grande amor e carinho espiritual que o apóstolo João tinha por seus “filhinhos na fé”, bem como sua preocupação com a correta evangelização do mundo. O estilo joanino é inconfundível em sua obra, posto que ele emprega “ilustrações contrastantes” em profusão: luz e trevas (1.6-7; 2.8-11); amor ao mundo e amor a Deus (2.15-17); filhos de Deus e filhos do Diabo (3.4-10); o Espírito de Deus e o espírito do anticristo (4.1-3); amor e ódio (4.7-12, 16-21).O gnosticismo, que na época de Pedro já provocava algumas baixas espirituais expressivas na Igreja, ainda que em sua forma embrionária e primitiva, agora chama também a atenção de João e o leva a escrever combativamente, buscando livrar a Igreja desse diabólico engodo. Os cristãos estavam sendo envolvidos por uma forma ceríntia da filosofia gnóstica (expressão derivada do grego gnosis, que significa “conhecimento”), que questionava o fato de Jesus ser perfeitamente humano. Essa heresia helenista tinha apelos racionais bem ao gosto dos pagãos, como o dualismo e a libertinagem, e repudiava qualquer forma de restrição moral. Por essa razão João escreve essa sua primeira epístola considerada sua primeira carta circular às igrejas da província da Asia com dois objetivos fundamentais: desmontar todos os argumentos filosóficos heréticos que estavam aliciando os cristãos em toda a província da Asia naquele momento(2.26); e, reafirmar aos crentes a convicção da salvação em Jesus Cristo, perfeitamente Deus e perfeitamente Homem (5.13). Para tanto, João foi contundente e atacou a flagrante falta de moral dos falsos mestres que viviam no meio da Igreja (3.8-10), e lembrou à Igreja de sua autoridade como testemunha ocular da deidade e humanidade do Senhor Jesus, confirmando a fé dos seus leitores no Cristo encarnado (1.3). Saber que seus filhos na fé estavam andando na sã doutrina era sua maior alegria como bom pastor (1.4).

Data da primeira publicação

A tradição cristã unanime em afirmar que o apóstolo João assou seus últimos anos de vida na província de Éfeso, um dos centros urbanos mais importantes do Império romano. A ausência de referências pessoais nesta carta indica que ela foi redigida em estilo homilético a fim de servir como material de estudo e pregação para todos os cristãos da Asia Menor. Os eruditos atuais concordam que essa carta tenha sido escrita logo depois do Evangelho segundo João, e antes da perseguição implementada por Domiciano no ano 95 d.C. Estudos históricos e arqueológicos recentes apontam para o ano 89 d.C., como a data de sua primeira publicação.

Esboço geral de 1ª João
1. Fundamento da vida cristã autêntica (1.1-5)
2. O verdadeiro significado de andar na luz (1.6 – 2.2)
3. Atitudes práticas decorrentes da fé em Cristo (2.3-28) 
A. Obediência irrestrita às ordens do Senhor (2.3-5)
B. Uma vida diária semelhante a Cristo (2.6)
C. Demonstrações práticas do amor de Deus (2.7-11)
D. Santificação: separação da vida mundana (2.12-17)
E. Permanecer em Cristo e na fé ortodoxa (2.18-28)
4. O caráter justo testemunha a nossa filiação (2.29 – 3.24) 
A. Nossa filiação a Deus por Cristo é real (2.29 – 3.3)
B. Devemos buscar a pureza em Cristo (3.4-10)
C. O amor fraterno é a essência da justiça (3.11-18)
D. Os resultados da verdadeira justiça (3.19-24)
5. A importância de exercer o discernimento espiritual (4.1-6)
6. O amor, o maior sinal da nossa filiação divina (4.7-21)
A. A origem da nossa filiação divina (4.7,8)
B. O sentido dessa filiação divina (4.9,10)
C. A motivação que vem da filiação (4.11-16)
D. O exercício diário do serviço cristão (4.17-21)
7. As grandes e definitivas certezas do cristão (5.1-20)
 A. Quanto a todas as filosofias do mundo (5.1-4)
B. Quanto ao caráter eterno de Cristo (5.5-12)
C. Quando à realidade da Salvação (5.13)
D. Quanto realidade da Oração (5.14-17)
E. Quanto à veracidade do Evangelho (5.18-20)
8. Nada pode ocupar o lugar central e absoluto de Cristo (5.21)