Arca da Aliança nas igrejas atuais:

Qual o significado e função da Arca da Aliança?

No Antigo Testamento a Arca é citada cerca de duzentas vezes com pelo menos vinte e duas designações diferentes. Diante disso, a Arca da Aliança perece ter servido a várias funções ao longo do tempo. Sem dúvida, dentre todas as funções, duas se destacam como sendo as principais e fundamentais para todas as outras.
  1. A Arca da Aliança era o símbolo da presença de Deus no meio do seu povo.
  2. A Arca servia como local de armazenagem para as duas tábuas da Lei, que eram os mandamentos prescritos na aliança do Sinai. Daí o vem o nome “Arca do Testemunho” (Êx 25:16; Nm 4:5; Js 4:16). A Arca também guardava o vaso de maná e a vara de Arão (Rb 9:4,5).
Partindo desses dois conceitos básicos, podemos ver a Arca sendo considerada como o trono de Deus (1Sm 4:4; 2Sm 6:2); servindo como um guia para o povo de Israel no deserto (Nm 10:33-36); como um tipo de paládio de guerra, tendo muita ênfase na história da conquista de Jericó (Js 6), além de ter desempenhado um papel muito importante na travessia do Jordão (Js 3:4).
No tempo dos Juízes, a Arca foi levada para Silo (1Sm 1:3; 3:3), tendo já passado por Gilgal e Betel (Jz 2:1; 20:27). Ela permaneceu em Silo até ser capturada pelos filisteus. Em 1 Samuel 4:11, temos a descrição dessa captura no campo de batalha em Ebenezer, e o terrível pesar que abateu os israelitas, a qual pode ser entendido perfeitamente com a expressão “foi-se a glória de Israel”. O povo de Israel foi culpado por tal derrota e pela captura da arca por parte dos filisteus, entretanto, na ocasião, a Arca causou grandes problemas aos filisteus (1Sm 5). Após sete meses de pragas, os filisteus devolveram a Arca para Quiriate-Jearim, onde ficou por aproximadamente vinte anos (2Sm 5; 7:2)
Quando Davi subiu ao trono, ele estabeleceu que Jerusalém seria a capital política e religiosa da nação de Israel, levando para lá a Arca da Aliança. Ela ficou instalada numa tenda em Jerusalém (2Sm 6) e, posteriormente, quando Salomão construiu o Templo, a Arca ficou abrigada nele (1Rs 6:19; 8:1-9). Sabemos também que a Arca foi reposta no santuário durante as reformas de Josias (2Cr 35:3). O Profeta Jeremias também profetizou sobre um tempo em que a Arca não seria mais utilizada, pois Jerusalém deveria ser chamada de trono de Deus (Jr 3:16). Após essas referências, os livros históricos do Antigo Testamento raramente se referem à Arca, mas provavelmente ela continuou sendo usada em grandes festas religiosas em Jerusalém. Alguns Salmos (24, 68, 118, 132) fazem referências a cerimônias onde a Arca da Aliança pode ter sido utilizada. Na ocasião, muito provavelmente, ela teria sido carregada na frente pelos sacerdotes.
Um caso que vale ser citado é a imprudência diante da Arca da Aliança no episódio envolvendo Uzá (2Sm 6:7). Esse evento causos temor no próprio rei Davi, que enviou a Arca para a casa de Obede-Edom, ficando ali por três meses (2Sm 6:9-11).

Onde está a Arca da Aliança?

Existe muita especulação sobre onde está a Arca da Aliança e, frequentemente, esse assunto é tema de documentários, filmes e até mesmo serve de assunto base para algumas teorias conspiratórias. A grande verdade é que o paradeiro final da Arca é um mistério.
Os estudiosos defendem uma hipótese plausível de que a Arca da Aliança foi perdida durante a destruição de Jerusalém pelos Babilônicos por volta de 587 a.C. Essa sugestão explora principalmente a referência já citada do capítulo 3 nd livro de Jeremias.
Existem referências nos livros apócrifos que afirmam que Jeremias teria escondido a Arca da Aliança em uma caverna no Monte Nebo, juntamente com a tenda e o altar de incenso, antes da destruição de Jerusalém. Porém, os estudiosos ressaltam a grande improbabilidade de isso ter ocorrido.
Particularmente, penso que a melhor definição sobre onde está a Arca da Aliança, depende da nossa compreensão sobre o papel importante e específico que ela desempenhou no início da História de Israel, sobretudo, como símbolo visível da presença de Deus. Passado essa finalidade, o próprio Deus permitiu que ela fosse tomada e destruída, evitando que ela se tornasse o maior alvo de idolatria já visto.

A Arca da Aliança nas igrejas atuais:

Esse tópico está diretamente ligado ao assunto anterior no que diz respeito à finalidade já cumprida da Arca da Aliança. Falando em idolatria, não faltam réplicas da Arca da Aliança nas igrejas evangélicas brasileiras. De chaveiro a decoração de púlpito, a figura da Arca é empregada em grande escala.


Nesse caso, falta uma clara compreensão do verdadeiro papel e significado da Arca ao longo da História. Na verdade, penso que muitos líderes até conhecem a utilização completamente equivocada da Arca na atualidade, porém sua aplicação como importante elemento nas estratégias de marketing dessas denominações faz com que esses líderes acabem “engolindo” mais essa heresia. Aliás, uma heresia a mais ou uma heresia a menos para o chamado “evangelicalismo brasileiro” parece não fazer diferença. Nesse cenário, a Arca é apenas mais um item na capitação de novos fiéis. Muitas dessas igrejas também usam shofar, candelabro, tem na figura de seu pastor um verdadeiro sacerdote, seus cantores são levitas e empunham com força um novo evangelho judaizante.
Para quem realmente tem preocupação sobre a legitimidade ou não da utilização da réplica da Arca da Aliança e dos demais elementos utilizados nos cultos do Antigo Testamento em nossos dias, indico uma leitura cuidadosa da Epístola aos Hebreus, principalmente o capítulo 9. Segundo o autor de Hebreus, voltar a essas práticas é retornar a um estágio anterior da revelação de Deus, trocando o definitivo pelo que era temporário. Diante disso, ele faz uma exortação à perseverança na fé, mostrando a superioridade de Cristo em relação à religiosidade revelada no Antigo Testamento, onde tais elementos serviam para apontar para a obra definitiva e completa realizada por Jesus. A Arca da Aliança no Antigo Testamento era o símbolo máximo da presença de Deus e da propiciação, mas agora em Cristo, temos nEle a revelação real de Deus (Cl 1:15) e a propiciação perfeita pelos nossos pecados. Na Epístola aos Romanos, o Apóstolo Paulo nos ensina que Deus ofereceu Jesus como sacrifício para propiciação mediante a fé, pelo seu sangue, demonstrando a sua justiça (Rm 3:25).

Para finalizar, melhor do que qualquer argumento meu, cito mais uma vez o mesmo Paulo escrevendo sua Epístola aos Gálatas:
Antes que viesse esta fé, estávamos sob a custódia da lei, nela encerrados, até que a fé que haveria de vir fosse revelada. Assim, a lei foi o nosso tutor até Cristo, para que fôssemos justificados pela fé. Agora, porém, tendo chegado a fé, já não estamos mais sob o controle do tutor. Todos vocês são filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus, pois os que em Cristo foram batizados, de Cristo se revestiram.(Gálatas 3:23-27).

NOVO TESTAMENTO

Quem caminha com Cristo, deve fazer a leitura do N.T. conforme a sequência que se segue, sem leitura orientada, a fim de que cada um, de si mesmo, verifique o significado do Evangelho sem as leituras pré-condicionantes aprendidas na religião. É preciso aprender a olhar as Escrituras a partir do Evangelho.

O EVANGELHO É A BOA NOVA


O Evangelho é a Boa Nova. O Evangelho é a certeza de que Deus se reconciliou com o mundo, em Cristo; e que agora os homens podem se desamedrontar, pois foi destruído aquele que tem o poder da morte — a saber: o diabo —; bem como foram libertos aqueles que estavam sujeitos à escravidão do medo da morte por toda a vida. Quem crer está livre, e pronto para começar a andar na paz”.

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